Tudo começou com uma ação no dia 10 deste mês, quando Vanessa Maria da Silva foi presa, e as autoridades então fecharam um galpão clandestino onde sua família produzia bebidas alcoólicas adulteradas.
As investigações apontam que Vanessa, seu marido, seu pai e seu cunhado, junto a outros colaboradores, formavam um grupo que fabricava e distribuía bebidas contaminadas. Esse esquema teria sido responsável por pelo menos três casos graves de intoxicação, sendo duas das vítimas morreram.
Ricardo Mira e Marcos Antônio Jorge Junior perderam a vida após consumirem bebidas envenenadas no Torres Bar, na Mooca, zona leste de São Paulo. Esses foram os primeiros óbitos confirmados por metanol no Brasil. Uma terceira vítima, um jovem que tomou uma bebida falsificada num bar do Planalto Paulista, na Zona Sul, ficou cega e permanece internada em estado gravíssimo na UTI.
A família comprava etanol em dois postos de combustíveis, localizados na região do ABC, para criar suas misturas ilícitas. Esses estabelecimentos não têm qualquer conexão com a operação Carbono Oculto, da Polícia Federal, que apurou fraudes em combustíveis com metanol, tendo fechado centenas de postos no estado. O marido e o pai de Vanessa já possuem antecedentes por falsificação de bebidas, mas apenas ela foi presa até o momento.
Nenhum comentário:
Postar um comentário